|
|
O frio desce sobre mim
Meu corpo esconde-se no teu calor
Encaixas-te nas minhas costas
E pedes-me para fazer amor
Tuas mãos deslizam na minha pele
Como fios de cetim
Tocas-me no meu doce refúgio
E arrepias tudo que há em mim!!
O teu desejo desfigura-se
Exploro tua boca
No teu cheiro perco-me
Enquanto entras na minha toca
Ferro-te!!
Bato-te!!
Como-te!!
Amamo-nos deliciosamente...
És só meu ...
Espero por ti esta noite
Estarei entre os lençois de jasmim
Anseio pelo teu calor, pelo teu amor
E juntos seremos lareira
Onde tu dás o pau
E eu o lume, o furor...
..
(I like this!! lol)
Pinipom
A chuva cai lá fora, enquanto eu aqui no meu aconchego deixo meu pensamento solto…
Aprecio cada gota que bate na janela do meu quarto e vejo como é belo o momento, também eu sou uma gota no oceano em que ninguém dá conta que existe, nem pelas boas acções que pratico, nem pelo carinho amigo que dou deliberadamente a cada ser humano que precisa de mim, nem pelas profecias que tenha algum dia feito…nada conta...
Sou apenas mais uma gota que cai, como a chuva…e quando o sol aparece já mais ninguém se lembra em como foi lindo aquele dia de tempestade…
A chuva cai em mim...
Cada gota em meu rosto
É o silêncio das palavras que não prenuncio
É uma doce lágrima de saudade
É a alegria de saber que sempre estendi a minha mão por alguém…
Não estou só…
porque a chuva cai em mim…
Cada gota dá-me a mão que nunca me deram
Dá-me o sorriso de que preciso para continuar esta caminhada pela vida
Dá-me o teu amor
…e quando penso que as pessoas que por mim passaram eram as mais perfeitas
Dou-me conta que
Enquanto a chuva cai em mim...
O meu coração te fala à alma do silêncio
E que me entendes na perfeição, neste mundo imperfeito!!!
Pinipom
Naquela manhã depois de Gustavo ter saído, Khadija sentia-se a mulher mais feliz do mundo, mas também a mais baralhada...Levantou-se e fez um sumo de laranja natural, como gostava de beber pela manhã, e foi sentar-se na varanda da casa que dava directamente para o mar. O que havia de fazer da vida? Pensamos muitas vezes que a vida é uma estrada de sentido único e que as curvas e os desvios que fazemos não importam...Isso não é verdade. Tudo importa para sermos o que somos..era isso que Khadija aprendia naquele momento. Pensou em cada um daqueles homens em particular. Lourenço, um Deus Grego, quase 20 anos, era só uma atracção, não havia dúvidas. Mas Lourenço tinha lhe dado o mais importante: encontrar-se com ela própria, dar-lhe a vida e a vitalidade que ela já tinha esquecido. O que devia a Lourenço era imenso, tinha lhe dado a juventude dos afectos, dos actos, do corpo, e sem essa juventude ela não estaria preparada para reencontrar Gustavo.
Depois António..Ela tinha percebido que era possivel haver com quem falar do seu mundo interior, isso era novo para ela, tinha percebido que era possivel o romantismo e o encontro entre os mundos interiores de cada um, e estava-lhe grata por isso. E sem isso, e sem aquele jantar, não teria reencontrado Gustavo.
Era Gustavo que ela queria...O seu corpo, a sua história, o seu coração, a sua alma, o seu futuro queriam Gustavo. Ele era a reunião, a soma, a síntese perfeita de Lourenço e António. Era ele que queria. Pegou numa folha de papel e escreveu a António.
" Querido António,
A vida leva-nos por caminhos que não conhecemos, e nesses caminhos abre ainda outros caminhos novos, foi isso que aconteceu na minha vida graças a si. Estes dias de convívio e conversa consigo abriram-me tantas janelas na minha alma que eu nem sei como lhe agradecer. Até aqui, eu estava fechada a falar das coisas importantes, do que é importante para nós, e acredite, António, só com as nossas conversas eu senti que começava e abria uma nova dimensão dentro de mim. Devo-lhe isso. Obrigada. Mas reencontrei o Gustavo, e quero perceber se é ele ou não o amor que me deve encontrar, não posso responder positivamente ao que me disse ontem, compreenda...Mas tenho que lhe agradecer. Espero que o seu coração encontre o seu lugar no mundo. Eu fico-lhe muito agradecida. O António foi um caminho rápido, misterioso mas maravilhoso na minha vida"
Fechou a carta e selou-a. Olhou para o mar, pensando numa prece. E pensando nas ondas que namoravam com o corpo de Lourenço, ía arranjar-se e iria à praia conversar com ele, teria de lhe agradecer, ele iria entender. Naquele corpo generoso, feliz, forte, ela tinha reencontrado a juventude. Fechou os olhos, num agradecimento profundo à natureza, à vida, àquela dádiva que tinha sido o Lourenço. Dentro do seu coração ela sentia que ele iria ser feliz, sabia isso...Despediu-se mentalmente dele, daquele rapaz maravilhoso, antes de se levantar, pensou em tudo isto, como tudo foi estranho, como a vida lhe ensinou a parar e a encontrar o amor. Como foi preciso estar sozinha para chegar às suas respostas. Sentia-se feliz consigo mesma e com o mundo. Quando se levantava, depois de ter pensado em como lhe dizer tudo isto, tocam à porta. Do outro lado, Gustavo esperava-a com um enorme ramo de flores.
- Khadija responde-me já ou bate-me com a porta na cara: Queres casar-te comigo? Ou volto daqui a 15 anos?
E você leitor, sabe a resposta??
FIM
![]()
![]()
![]()
Pinipom![]()
![]()
![]()
![]()
António levou-a à porta de casa.
- Está entregue. Obrigado pela noite encantadora que me deu.
Que cavalheiro, pensou para si. Agora Khadija sentia-se mal, na sua cabeça só pensava em Gustavo, afinal era normal, 15 anos são para muitas emoções…Mas António foi mais rápido e chegou a mão dela à boca dele e tocou-lhe com os lábios firmes, e depois com os olhos fixos nos dela, beijou-a suavemente nos lábios. Um beijo delicado, mas de uma paixão tão interior que Khadija até sentiu que o sangue não lhe chegou aos lábios.
- Khadija, desculpe..Tudo isto é prematuro…Mas eu tenho de lhe dizer..Nunca conheci ninguém como você…Este dia consigo foi algo que eu pensei nunca ser possivel na minha vida, eu não quero deixá-la fugir sem lhe dizer isto…E que, mesmo que eu não queira, o meu coração fica ligado a si…
- António..
- Não diga nada. Boa noite…
Khadija tocou-lhe com os dedos nos lábios, numa pequena carícia, e deixou-o. Pelo ar da noite, misturado com cheiro fresco do mar, Khadija pensava em tudo isto: estava no meio de três homens excepcionais…Chegou a casa, rodou a chave…Ouviu barulho, ia gritar, mas reconheceu o rosto, era Gustavo…!
- Gustavo que susto!!!
- Miúda!! Assustada comigo? Buuuu, sou um fantasma do teu passadoooo….
- O que é que tu estás aqui a fazer?
- Queria falar contigo…Mas antes demais, tirar uma dúvida. Ver se o chato entrava contigo, se entrasse era teu namorado…Se não entrasse, era só amigo. Estou cheio de sorte..!! – Khadija não conseguiu parar de rir
- É só um amigo…Só…Tu és muito doido…
Gustavo pôs as mãos nos ombros dela e afastou-a observando-a
- Quero ver-te bem, assim com a luz da lua…Estás tão bonita…
E então Khadija viu…Viu o que pensava nunca mais ver…O brilho dos olhos dele, aquela energia mais forte e poderosa que ela alguma vez tinha visto na vida. Misturada com a luz da lua, com o cheiro do mar, ela sentia que o seu passado e o seu presente estavam ali, juntos. Ficaram assim , sem se olhar. Ela quebrou o mistério, convidando-o a entrar. Sentaram-se na sala, ele tomou a mão dela e Khadija deixou. De mãos dadas puseram toda a conversa em dia, quinze anos de distância.
- E a tua ex-mulher?
- Amorosa, mas não era a mulher da minha vida…Fiz o erro de ter casado com uma amiga, sabes? Isso nunca se pode fazer…Enganamo-nos. O amor pode tornar-se em amizade, mas não podemos querer fazer, logo a princípio, de uma amizade um amor, isso foi o nosso erro. Damo-nos bem, mas não era aquilo. Ainda bem que só tinhamos decidido ter filhos mais tarde…
- Percebo…
Khadija não conseguia dizer muito…
- Passa-se alguma coisa?
- Não. És tu.
- Eu?!?! O que é que eu fiz? Eu aqui tão quietinho…
- Essa força que tu tens…
Ele aproximou-se dela, tomou-lhe a cabeça com a mão direita, aproximou-a dos lábios, suavemente, eram os olhos que se beijavam primeiro, e, depois os lábios, misturados. Khadija sentia que era o seu primeiro beijo, e o primeiro de toda a sua vida, e entregou-se. Deixou que as mãos dele a despissem, deu-se a ele como há 15 anos, pela primeira vez, numa noite assim de Verão, antes das férias os separarem. Deixou que Gustavo abrisse toda a sua roupa, até ficar completamente nua. E, depois, suavemente, ele despiu-se perante ela, em gestos lentos, muito puros, muito belos. Ela agarrou-lhe na boca e beijou-o intensamente. A luz da lua entrava pela casa, e como a lua entrava pelas janelas e prateava os dois corpos, ela quis que ele entrasse todo dentro dela e conduziu o membro erecto e imenso de Gustavo para o seu sexo. Gustavo penetrava-a num prazer intenso, conhecido mas desconhecido, inacreditável, com gestos rápidos, lentos, que pareciam parar, que a enlouqueciam, e depois demorados, e depois muito rapidos. Contra o sofá da sala, a lua continuava a embeber os seus corpos numa luz imensa. O corpo de Khadija e Gustavo eram como se fosse um só, mas seus olhos não se separavam, ligados por uma outra luz pura e antiga…(cont)
![]()
Pinipom![]()
![]()
O restaurante ficava numa enorme varanda sobre o mar. Na praia, pequenas lanternas espalhadas pela areia faziam o mar encher-se de pontos vermelhos. Uma pequena brisa passeava pela noite, que mal se ouvia, a música do fundo, tocada por um quarteto de cordas, envolvia tudo numa atmosfera romântica. António emocionava-a ao contar as suas aventuras, onde tinha vivido e estudado, a sua visão do mundo. Tinha estudado em Paris onde vivera durante 7 anos. Lá tinha conhecido uma francesa com quem se tinha casado. Ela tinha vindo morar com ele para Portugal, mas nunca se apaixonara pelo país. Passados 10 anos o casamento acabara, eles tinham se separado e António estava sozinho desde essa altura.
- O amor é demasiado importante e bonito para eu me contentar com qualquer experiência – disse ele, para espanto dela. António pensava exactamente como ela.
- Concordo consigo, muito!
- Mas diga-me, Khadija, se é assim , porque é que continua sozinha? Porque é que ainda não encontrou o amor…?
- Eu procurei-o…Mas agora estou à espera que o amor me encontre…
- E como espera que o amor a encontre…? - Khadija ia responder, quando sentiu que lhe tocavam no ombro.
- Khadija? – A rapariga não podia acreditar no que se estava a passar!!! Era mesmo ele???
- Gustavo?
- Sim, sou eu! – Abraçaram-se, com aqueles abraços que só dois velhos amigos podem dar. Gustavo tinha sido colega de Khadija desde a primária, tinha sido o seu primeiro namorado, e aos 15 anos tinham-se separado: os pais de Gustavo tinham mudado de cidade e eles foram perdendo os laços e os pontos em comum. Há 15 anos que não se viam.
- Gustavo que bom ver-te, tu estás na mesma!!!
- E tu estás LINDÍSSIMA!!! A sério…! Nunca pensei que a minha primeira namorada se fosse tornar a rapariga mais bonita que conheço…
- Gustavo…
- Ai, eu a dizer estas coisas e ali o teu namorado pronto a cortar-me às postas…Peço desculpa, apresento-me: Gustavo, o primeiro namorado de Khadija. Esta festa toda é porque ela e eu não nos encontrávamos há 15 anos!
António estendeu a mão, com um sorriso fechado, interrompido por um “muito gosto” seco.
- Que bom ver-te Gustavo, que fazes por aqui?
- Eu? Eu sou o dono deste restaurante!
- O quê? O Chez Gus é teu?
- Sim…desde que me separei…
- Separaste-te?
- Sim, há dois anos, sou um solteiro perfeito à procura da mulher perfeita!! – Os olhos verdes profundos de Gustavo, que ela conhecia tão bem, olharam demasiadamente para dentro dos dela. Khadija sorriu. Gustavo há tanto tempo! Ele tinha sido o seu primeiro amor! Tantas vezes se lembrava dele! Ele continuava lindíssimo! Ou melhor ainda mais bonito. Não era propriamente um homem alto nem atlético, mas tinha aqueles olhos verdes profundos, aquele tom de pele moreno, o cabelo grisalho. Era o charme e a energia em pessoa, e continuava com o sentido de humor incomparáveis, Khadija sentia-se explodir de felicidade
- Que encontro maravilhoso!
- Pois é, mas eu agora vou deixar-vos jantar…Quando saírem pede para me chamarem, para falarmos um bocadinho, ok?
- Ok… - Sentou-se de novo, depois de Gustavo voltar para dentro do restaurante. Olhou para António que continuava com ar sério.
- Desculpe António, eu não o via há 15 anos…Mas diga-me onde íamos…
Regressaram à conversa, mas na verdade Khadija agora só queria ver de novo aquele homem maravilhoso com quem tinha feito tudo pela primeira vez. As coisas estranhas da vida: Começar uma fase nova da vida, encontrar o seu primeiro amor quinze anos depois, enquanto era disputada por dois homens tão diferentes: um rapaz de quase 20 anos, maravilhoso, escultural, atlético, puro. Do outro lado, um cavalheiro, um princípe de 40 anos, lindíssimo e culto. E o seu primeiro namorado, charmoso, energético, prático. Três amores e tudo no mesmo Verão…
Pensava em tudo isso, enquanto mal ouvia António, até que quando o empregado lhe servia o doce, repara que este deixa debaixo do prato um recado. Era de Gustavo, e dizia assim: “Espero bem que este homem de ar sério não seja o teu namorado…Era muito chato para ti mas sobretudo para mim…” Khadija sorriu, sobretudo para dentro, lembrando-se do sentido de humor e do espírito despachado e prático de Gustavo. Mal o jantar acabou, Khadija levantou-se para se ir despedir de Gustavo. Gustavo estava sentado num enorme gabinete no andar superior do restaurante, com móveis muito brancos, elegantes, de extremo bom gosto…Estava tão bem vestido, era mesmo ele, pensava Khadija enquanto olhava para ele. Quinze anos…e reencontra-lo agora…Porquê agora? Porquê? Tinha passado tanto naqueles quinze anos. Foi com ele que sentiu pela primeira vez o amor, a felicidade, que beijou pela primeira vez alguém, que fez amor pela primeira vez. Aos 15, 16 anos sentiu que realmente ele era o amor da vida dela, mas depois a separação!! Ainda trocaram algumas cartas, mas que se perderam entre a distância e as novas paixões. Khadija via-o lindíssimo, penteado, moderno, e reparava como tudo do rosto dele era o do rapaz que conhecia, mas que havia uma energia e um mistério naqueles olhos que lhe haviam novas janelas sobre Gustavo.
- Khadija…Eu nem acredito!
- Nem eu! – Um novo abraço. Ela sentiu o seu corpo tremer com o abraço forte e suave dele…Um abraço que o seu corpo conhecia tão bem…
- Estás tão bonita…!
- E tu estás…tão bem !!
- Onde é que tu estás aqui de férias?
- Na casa da minha tia Radja. Dou-te a morada…
- E quando é que jantas comigo? Uma coisa te garanto, não é aqui!! – Khadija riu-se.
- Amanhã? – “ e porque não?” pensou Khadija.
- Vou apanhar-te nesta morada…Que bom ver-te!! – Beijou-a perto da orelha como fazia há 15 anos…. (cont.)
![]()
Pinipom![]()
![]()
Enquanto a água do chuveiro percorre o seu corpo, Khadija sente uma força especial, forte. A juventude!! A juventude tinha regressado ao seu corpo, como um interesse novo pela vida tinha voltado à sua alma. Enquanto a água descia na sua pele, Khadija percorria de memória o corpo de Lourenço e as conversas com António. E pensava como tudo isso já lhe fazia esquecer as coisas terríveis que passara com Apolo. Vestiu-se. Quando estava pronta, António bate-lhe à porta:
- Antes de irmos jantar queria oferecer-lhe um exemplar do meu romance preferido…Sabe, já não falava assim de romances assim há muito tempo… A sua conversa foi muito especial para mim…
- Obrigada, para mim também, é raro poder falar destas coisas.
- E tem uma visão tão bonita do mundo e da vida…Sabe são sobretudo os homens que são artistas, ainda bem que há cada vez mais mulheres, mas a beleza deste mundo é por causa das mulheres, não tenho nunca dúvidas disso, mas depois de conhecer uma mulher como a Khadija menos dúvidas disso tenho..- Sorriu enquanto saíam, mas António toca-lhe no braço.
- Espere, conhece aquele poema que fala da luz do fim do dia na praia?
- Então espere. Vamos para junto do mar. Poesia tem de ser dita junto do mar e da noite.
E, vivendo um sonho, Khadija vê o pôr-do-sol deitar-se sobre o mar, enquanto ouvia um poema. A sua alma cresce e alimenta-se de felicidade e beleza como poucas vezes na vida, e a voz de António, séria e melodiosa, abre –lhe novas paisagens na alma. Khadija sente-se transportada para os sítios mais tristes de sua alma e a voz de António parece-lhe uma força nova, uma energia nova. O mar sossega a luz que desaparece e Khadija sente-se mergulhada num mundo novo.
- Obrigada António. Obrigada. – O sorriso dele compreendia tudo em silêncio. (cont.)
![]()
![]()
Pinipom![]()
![]()
![]()
O mar estava muito revoltado quando Khadija chegou à praia. Procurou Lourenço com os olhos e encontrou-o no meio das ondas. Conseguia-o ver à distância uma coisa que a espantou. Sentou-se no seu toldo e ficou a gozar o sol. Não sabia o que lhe iria dizer, não fazia mesmo ideia. Queria mudar de ideias, estar apenas com António e estar apenas com Lourenço. Aproveitar aquela paixão de Verão, sentir toda a força e alegria que ele lhe trazia. Olhou para o mar, procurando-o, e só pensava na forma máscula, desastrada mas forte como ele a abraçou, nos movimentos dele ao fazerem amor, do cheiro doce da pele dele, na sua pureza misturada com prazer e intensa sensualidade. Lourenço parecia ter sido feito para amar o corpo dela, parecia um homem saído do mar ou dos seus sonhos directamente para a fazer consolar-se, para a fazer feliz, para a fazer experimentar sensações intensas e fortes. Agora era claro: Lourenço com toda a sua pureza e sensualidade, era como se estivesse a curá-la de todas as dores e tristezas e feridas interiores que ela tinha tido durante todo o tempo que tinha estado com Apolo. Lourenço tinha aparecido para a fazer ser feliz consigo própria, no seu corpo. Olhou para a água e sentiu um arrepio ao lembrar-se da noite anterior. Queria-o intensamente, hoje e agora ela desejava-o novamente. Não demorou muito tempo até que ele saiu da água e veio a correr para ela. Não a beijou na boca, mas no rosto, e deu-lhe o seu melhor sorriso…O corpo dele parecia um sonho
- Estás mais queimada do sol …e mais bonita..
- Que querido!! Olha como está o mar hoje? Óptimo para surfe não?
- Sim, uma maravilha…! Olha jantamos hoje?
- Hummm…Lourenço..tenho imensa pena..mas já tinha combinado jantar com uns amigos da minha tia…Não posso… - “ É agora: se ele gosta de mim vai perguntar porque não o convido para ir ou..se pode vir ter comigo depois..” Mas Khadija enganou-se!! Ele não fez nada disso, ficou em silêncio.
- São cinco da tarde, já não faço mais surfe…Deixa-me levar-te a casa…Deixa-me tornar a tua noite esta tarde.
Lourenço aproximou o seu imenso, forte, belo corpo para junto dela e Khadija sentiu-se tremer. O cheiro dele, os olhos azuis faziam-lhe crescer o desejo, até que…até que ele beijou-a. Um beijo intenso, forte, poderoso. A sua boca estava tão misturada na dele…ele possuía-a por completo..Encostou a cabeça nos ombros dele, o mar , a terra e a juventude misturavam-se naquele corpo. Khadija sentia-se como se estivesse no mar. Lourenço volta a procurar a boca dela e beija-a , mais intensamente, e mais forte que antes. Não resistiu, quando as bocas se separaram Khadija tocou-lhe no rosto como se concordasse. Lourenço levantou a cabeça, sorriu e pegou-lhe na mão. Khadija sentia-se com 15 anos quando o corpo inteiro bate mais depressa que o coração e os afectos são mais puros que a luz e o calor de Verão. Com as suas mãos prendendo as dela, Lourenço levou-a até aos pavilhões, onde ele guardava a prancha. Entraram os dois, era uma divisão pintada de azul claro, cheia de cacifos. Lourenço entrou, fechou a porta e encostou um armário a esta. Agarrou a mão de Khadija, aproximando-a para ele, ela agarrou-lhe nos ombros largos, fortes, naqueles músculos molhados e sentiu-se invadir por uma onde de prazer, e logo depois tocou no sexo de Lourenço, enormeeee!!! Baixou-se e os seus lábios procuravam o sexo de Lourenço, encostou-o contra o armário e começou a dar-lhe prazer. O rapaz tremia, vibrava por todos os lados, Khadija sentia-se inteiramente mulher!! Ele louco, agarra-a , percorre o pescoço dela, volta-a de costas, puxa-lhe o fato de banho com as suas mãos imensas e desastradas. Nua, completamente, de costas para ele, sente o sexo dele a penetrá-la, as mãos dele a procurarem e apertarem-lhe os seios, sentia-lhe o peito molhado colado nas suas costas, as suas mãos molhadas e loucas, os embates dos dois corpos. Ele navegava nela, e os dois amantes, com as bocas misturadas, ouviam lá fora o mar revoltado misturar-se com os seus gemidos de prazer louco!!
Chegada a casa Khadija estava completamente baralhada. Se estava no céu com as loucuras eróticas com Lourenço, queria muito estar com António… Se fosse possível o que Khadija queria era ter o corpo de Lourenço na cabeça e no coração de António, mas isso era impossível… “ Porque é que eu estou a complicar tudo? Não tenho um compromisso com ninguém. Com ninguém!!!….” É sempre este o problema de uma mulher: entrega-se completamente a uma relação e é mal-tratada por quem ama..Ele prefere sempre estar com amigos a estar com a mulher amada…A mulher faz tudo pela relação, mas o homem não faz nada..E depois é a mulher que fica numa espécie de complexo de culpa, quando está livre sem relacionamentos, parece sempre que tem de ser fiel, fiel a tudo, mesmo à castidade e à tristeza. Chega!! Vou libertar-me disto!! Vou jantar com o António e acabou-se!! “ disse enquanto atirava o vestido de seda indiana e ligava o duche. (cont..)
![]()
![]()
![]()
Pinipom![]()
![]()
![]()
![]()
- E tens saudades minhas?
O que é que Khadija haveria de responder…? Não eram bem saudades, não…Era aquela mistura de esquecimento de tudo e de desejo que tinha com ele. Lourenço telefonava-lhe, era de manhã, depois da louca noite de prazer do dia anterior. Khadija estranhava um pouco tudo isso…de repente, do nada faz uma coisa que nunca tinha feito na vida (sexo no primeiro encontro, com um quase desconhecido), um jantar do mais romântico possível à luz das velas e ao fim da noite em beijos e carícias como se tivesse 19 anos, como ele…Sim, Lourenço tinha 19 anos, soube ontem! Ela tinha mais 11 que ele! Ela já dava beijos na boca quando ele deixava de usar fraldas…Ficou chocada com a situação, mas qual era a verdadeira importância de tudo isso?
- Khadija …Tens saudades minhas?
Ali estava ele, do outro lado do telefone, completamente apaixonado e louco como só pode estar um rapaz de 19 anos. E ela…? Que sentia ela no meio de tudo isto? O que se passava era exactamente o oposto do que se tinha passado com Apolo…Ele gostava dela, ela sentia-se feliz. E não havia dúvidas de como Khadija se sentia de uma forma completamente única. Timidamente, respondeu:
- Sim.
E Khadija sentiu que do outro lado ele explodia de felicidade. Desligou o telefone, com uma sensação estranha, mista, de duas coisas muito diferentes. Por um lado recordou-se da noite anterior. Como ele a beijara no pescoço, lhe pedira licença, tinha parecido um jovem mas tinha-a feito sentir prazeres insuspeitos. Lourenço era um amante insuspeito, maravilhoso, belo e delicado. Ela sentia-se unida à energia jovem marítima do corpo dele. Combinaram ver-se na praia. Porém, por outro lado, Khadija sentia que, para Lourenço, aquilo se tornava quase um namoro…e tinha medo, afinal não podiam dar nada um ao outro, não era nada sério…Será que ele era capaz de entender isso? E de se defender? Enquanto pensava nisto, o telefone tocou.
- Sim, sou eu, Khadija. Imagino que devas estar a pensar que eu sou uma criança e que penso que somos namorados…Não é nada disso. Gosto de ti e quero estar contigo, mesmo que amanhã tu já não queiras estar comigo, ok?
Khadija sorriu. Ele era puro e verdadeiro, mas maduro e inteligente.
- Obrigada. Tu és muito especial…
- Tu é que és, a sério!!
Sorriu, mas teve que desligar, porque lhe batiam à porta.
- Khadija sou eu, o António. Desculpe incomodá-la, mas eu falei há pouco com a Radja e ela disse-me que se tinha magoado ontem e não sabia onde era a farmácia…Eu levo-a lá se quizer, eu vou lá buscar o medicamento. Mas é grave??
- António, obrigada, foi só aqui uma coisa na perna..mas já está bom.
- E não precisa de ir ao supermercado? Há aqui um muito bom perto, posso levá-la, vou agora…
Khadija pensou duas vezes e achou melhor ir. Podia assim trazer umas coisas para fazer um jantar especial para Lourenço, o que ele de certeza iria gostar. E além do mais, António parecia-lhe simpático, e queria perceber melhor quem ele era. O seu lado cavalheiresco tinha qualquer coisa de misterioso…
- Vou consigo, dá-me uns minutos?
Ele entrou e ficou na sala, enquanto ela se arranjava. Khadija viu-o olhar para os romances que ela tinha trazido para ler nas férias. António tinha gestos elegantes e firmes. Parecia mesmo um homem do séc. XIX. Depois de fechar a porta, foram-se dirigindo para o carro de António. Khadija decidiu fazer perguntas, sentia-se tão bem, tão atenta, cheia de vontade de comunicar.
- Então Radja disse-me que era professor universitário…
- Sim, aqui na universidade, dou aulas de Literatura Portuguesa Contemporânea, na prática estudamos os romances e poemas escritos nos últimos 10, 20 anos…
- Que interessante…Acaba de estudar as coisas acabadas de escrever…Isso é fantástico.
- Sim, é interessante…A Khadija gosta de ler?
- Imenso, estou sempre a ler um livro. Costumo dizer que não estou bem viva se não estiver a ler um livro em cada momento.
- Ah, então aqueles livros eram seus…
António sorriu. Percebeu-se que visivelmente tinha gostado de ouvir o que ela tinha dito. Sorriu e começou a fazer perguntas sobre autores e livros. Chegaram à conclusão que gostavam dos mesmos romancistas. António guiava o seu carro descapotável como se estivesse todo o tempo olhar para ela. Khadija estava a gostar da forma culta, educada e inteligente como ele a tratava. Sentia-se uma princesa!! Estava feliz, porque raramente podia falar daqueles assuntos com alguém, era de outra área, de economia, de um mundo prático e pragmático, e pouco podia falar dos seus sonhos, impressões, de uma parte de sua sensibilidade.
- O supermercado fica ali, Khadija. Eu vou fazer outras compras mas encontramo-nos aqui nesta esplanada, se me der o gosto de tomar café consigo.
Fez as compras todas pensando num jantar especial e seguiu para a caixa.
- Já cá estou…
- Que rápida…! Realmente, Khadija você não me parece como as outras mulheres…
- Porque é que diz isso António?
- É mais bonita, mais inteligente e mais interessada nas coisas que verdadeiramente importam do que as outras mulheres.
Khadija não soube o que dizer a seguir…Decidiu sentar-se e tomar café. Queria ouvi-lo, e muito, a falar daqueles assuntos. Gostava da voz dele, das opiniões dele, das mãos dele a brincar com a colher de café, da forma dos lábios. Gostava tanto de estar ali com ele. Estava esquecida de tudo…De repente, olha para as horas: três da tarde!! E a praia? E o Lourenço? O que iria fazer? Decidiu levantar-se e ir para a praia. Não tanto por Lourenço mas porque estava de férias e tudo aquilo que se estava a passar com António, todas aquelas afinidades, lhe estava a parecer um pouco perigoso…Não sabia o que poderia se passar a seguir…
- António estou adorar estar aqui consigo, mas tenho mesmo de ir para a praia…Aproveitar este sol..
- Claro!! Eu levo-a…entendo-a perfeitamente, afinal está de férias!! – António pára o carro em frente da casa.
- Posso ajudá-la com as compras?
- Não, deixe estar, eu levo. – Um silêncio pesado.
- Foi um prazer esta tarde…eu gostava de…
- Diga …
- Gostava de a convidar para jantar, hoje! O que me diz? – “ O que é que eu hei-de dizer?”…sentia-se dividida…Lourenço ou António? O que haveria de fazer? Jantar com um ou com outro? E já tinha comprado tudo…
- Bom, eu já fiz compras para o jantar…
- Ahh mas fica para amanhã, não se estraga nada…Dê-me esse prazer..A menos que não possa…se calhar tem outros planos…
Ele era encantador, um cavalheiro!! Como poderia ela resistir..?!? Só se lembrava da arrogância de Apolo. Como ele era incapaz de gestos bonitos, românticos…Como ele só pensava nele, nos seus gostos, no seu próprio prazer…E António era tão delicado, tão educado, tão culto. Parecia uma personagem de um filme. Ou o galã de um romance…
- António, tenho todo o gosto em jantar consigo hoje!!
- Venho buscá-la às nove, pode ser?
- Perfeito. Então até logo…
- Até logo…
Khadija saiu do carro, bem disposta, mas dividida. O que diria agora a Lourenço? E o que faria com todas aquelas compras? Pensava nisto, enquanto ainda sentia o cheiro de Lourenço nos lençóis do quarto, aquele cheiro a mar, a pele queimada do sol… (cont)
Pini
O dia de sol prometia ser radiante e caloroso, melhor ainda que o anterior. Khadija preparava-se para sair quando tocaram à porta. "E se fôr o Lourenço?", pensou, surpreendendo-se com um certo agrado. Mas o que viu do outro lado da porta era um homem maduro (estaria perto dos 40), alto, moreno, de cabelo preto muito bem penteado. Vestia um pólo verde, umas calças brancas de marca e tinha um ar elegantíssimo. Como seriam os olhos, pensou Khadija para si, enquanto procurava entre os óculos escuros que ele trazia, e perguntava:
- Sim?
- É a Khadija?
Khadija ficou um pouco desconfiada. Quem era aquele estranho que batia àquela porta e sabia quem ela era?
- Não se assuste! Sou o António, e sou amigo do seu tio Afonso - disse, com um sorriso largo, Afonso era seu tio, marido de Radja.
- Ah, viva! - disse, não deixando de continuar desconfiada por Radja ou Afonso não lhe terem dito nada
- Vai desculpar-me por estar a incomodá-la, mas vi gente aqui em casa e decidi telefonar ao Afonso para perguntar se tinha emprestado a casa a alguém, e ele disse-me que a Khadija estava cá. Apenas vim cá apresentar-me e dizer que moro aqui ao lado, se precisar de alguma coisa...
- Ah, obrigada, que simpatia! Está tudo bem...
- Não lhe falta nada? E o exaustor ainda está a funcionar a cem por cento...? Se for preciso...
- Obrigada...
- Olhe, se precisar de alguma coisa, bata ali à porta...mas deixo ficar aqui o meu número, se precisar de alguma coisa...
- Mais uma vez agradeço-lhe.
Ele afastou-se, com um sorriso bonito. Era um homem fascinante, como é que Radja nunca lhe tinha falado nele?
- Mas porquê??Porquê??
- Ó rapariga nunca me lembrei...Sabes que desde que encontrei o teu tio, os homens parecem-me todos barcos.
- Barcos?
- Sim, vão todos à distância. São bonitos, mas eu não vou com eles.
Riram-se as duas ao telefone
- E até ouço o mar daí, Khadija. Isso tá bom?
- Está optimo. Obrigada pelo convite e pela casa mas quero saber TUDO sobre António, começa a contar!!
- Ó Khadija ele não tem muito que saber. É professor na universidade, tem quarenta e poucos, é divorciado, um homem charmoso e sério, um pouco sério demais, sempre com livros, mas um cavalheiro...E é giríssimo como viste...
- Ele deixou-me um cartão dele...
- A sério? Ai rapariga, se eu fosse a ti telefonava-lhe.
- Radja, telefonar-lhe?!?! Para quê..?
- Para dizeres que tens um problema sei lá onde, e começarem a conversar, e por aí fora.....
- Um problema não sei onde...?!?!
- Sim, que te magoáste e não sabes onde é a farmácia...
- Olha, por acaso magoei-me ontem...
- Sim?
- Sim, enquanto tomava banho no mar, houve um surfista que me "abalroou".
- O quê?
Radja ficou a saber tudo sobre Lourenço, e mais histérica ficou com os acontecimentos.
- Acho que sendo assim, eu esquecia o homem mais velho e ficava com o rapazinho de 20 anos...
-Ó Radja!!!
Quando desligou tinha o Lourenço à sua frente.
- Bom dia!! - disse com um sorriso ainda maior que ontem. Khadija surpreendeu-se de não conseguir tirar os olhos do peito dele.
- Bom dia, já fez surfe hoje?
- Já mas vou continuar. Era só para lhe dizer bom dia e dizer-lhe que vou fazer surfe no outro lado da praia... A ver se hoje não bato em nenhuma sereia..
Khadija sorriu, estava a ficar nervosinha por estar ao pé dele, o que era um terrivel sinal...
- Mas ao fim do dia venho aqui procurá-la - De novo Khadija sorriu, com ele não sabia fazer outra coisa.
Ficou a pensar nele , enquanto se afastava. Lourenço não era nenhuma criança, era inteligente, bonito e parecia sério, mas sobretudo tinha uma pureza que ela pensava que já não iria conhecer na vida. Todas as raparigas da idade dele deveriam querer tê-lo. Seria ele um playboy ou tinha gostado de facto de a encontrar? Era uma pergunta que Khadija não poderia ter já a resposta. Mas sentia que ele era sincero, nunca se tinha interessado por alguém mais novo, mas ele tinha tudo para se gostar dele. E mais, Lourenço tinha tudo para a fazer esquecer definitivamente Apolo e deixar a memória para um passado longínquo. Lourenço já a tinha feito sentir interessante e viva, isso seria apenas o princípio... Via-o a fazer surfe e reparava nos movimentos do seu corpo. De repente, um pensamento levou-a a imaginar como seria oi corpo dele colado ao dela...
- Posso oferecer-lhe uma bebida?
Eram sete da tarde. Era impossivel!! Ela tinha adormecido na praia!! Lourenço estava de joelhos na toalha dela.
- Bom dia...ou boa tarde...claro que sim... -
Ele sorriu, com aquele sorriso completamente branco e perfeito que a fez sentir-se louca. Ficou a ver o sorriso, os olhos, tudo pela luz maravilhosa do fim da tarde.
- Mas primeiro levo-a a casa, sim?
- Pode ser, obrigada...
A viagem foi tão maravilhosa como no dia anterior, mas como estava meio adormecida, tudo aquilo lhe parecia um sonho. Entraram pela porta, mas não foi preciso sequer dar-lhe alguma coisa para beber porque Lourenço agarrou logo a boca delae bebeu tudo dos seus lábios. Khadija ficou espantada com aquele gesto súbito, mas o beijo rápido, intenso dele, fizeram-na parar, enquanto ele manobrava a sua lingua enorme, procurando a dela. Agarrou-a no rosto, e Khadija sentiu-se agora completamente regressar aos seus 15 anos, Lourenço beijou-a no pescoço. Com um sorriso, as mãos presas nos ombros dela, perguntou com tom infantil e doce:
- Posso?
- Pode o quê?
- Beijá-la?
- O que acha?
E Lourenço fê-lo, percorria-lhe o pescoço todo e depois os ombros. A boca dele, intensa, quente e as suas mãos inexperientes aproximavam-se dos seios. As mãos dele tocaram-lhe na túnica branca de praia, Khadija não podia resistir...Deixou-o afastar a túnica e tirar a parte de cima do biquíni...A boca de Lourenço ocupava-lhe tudo, e foi com os dentes que ele arrancou a parte de cima do biquíni, enquanto Khadija, incapaz gemia suavemente de prazer e, a boca dele descia até aos seios. Khadija estava louca de prazer, procurava o fato de banho dele, e sentiu a sua enorme erecção. Louca procurava tirar-lhe a camisa e, com uma mistura de desejo e vontade, quase a rasgou...ele tirou-a de uma vez e fez descer a mão dela até à sua erecção, enquanto não tirava o seio direito dela da sua boca. Khadija passou-se, com as duas mãos, fortemente, arrancou-lhe os calções, e sentiu o membro forte e hirto de Lourenço nas suas pernas..De um gesto, tira a parte de baixo do biquíni e deixa que o membro enorme de Lourenço a penetre. O rapaz agarra-a com os seus braços enormes e encosta-a a uma mesa, penetrando-a loucamente até atingirem o mais impossivel prazer!!! (cont)
Pini
O café estava a ser animado. Falaram um pouco de economia, depois de música. Ele gostava do mesmo tipo de música que ela, o jazz dos anos 50 e 60, e percebia imenso do assunto. Ela sentia que Lourenço se estava a interessar por ela, mas ele era tão novo…Não que Khadija se sentisse velha…Ela queria viver coisas novas, viver um outro tipo de amor, experimentar outras coisas…Mas com um rapaz tão novo?…
A tarde caía enquanto ela mergulhava nestes pensamentos e, os seus olhos não paravam de se fixar nos ombros dele.
- Bom, tenho que ir…
- Posso levá-la a casa…? Isto é, se não se importar de andar de mota.
Andar de mota?! Desde os 17 anos que Khadija não andava de mota! Depois do Marco, aquele namorado motard que veio depois de Gustavo. Gustavo, o seu primeiro amor…Onde estaria Gustavo? Tinha-o amado tanto…Lourenço tinha coisas que faziam lembrar-lhe Gustavo, sem dúvida…
- Sim, obrigada…Aceito..Mas a sua prancha?
- Ah a prancha fica aqui. Deixo-a sempre aqui, ali nos barracões. Tenho lá um cacifo…Afinal venho cá todos os dias…
Khadija sentou-se na mota, pondo as mãos na parte de trás do assento. Lourenço deu-lhe o capacete mas disse-lhe logo:
- Tem de se agarrar a mim ou vai cair facilmente…
Fazendo o que o rapaz lhe disse, Khadija tocou-lhe e sentiu a força dos abdominais, das suas fortes costelas. Agarrada a ele, sentiu uma pureza e uma força que pensava nunca mais sentir. Lourenço guiava bem. Enquanto sentia o vento e olhava a paisagem, e tocava na carne firme do Lourenço, sentia o desejo crescer dentro dela. Chegaram tão depressa a casa que ela ficou subitamente triste. Tinha sido uma tarde tão especial…
- Obrigada..Foi muito agradável…Agora sou eu que não sei como lhe agradecer..
- Eu sei…Estou com imensaaaaa sede…
Tinha aquela pureza de miúdo adulto que ela começava a achar irresistível. Mas ela não podia fazer isso, era demasiado..Começou a sofrer um pequeno dilema interior. “ Se quero aceitar tudo o que a vida me dá de novo, devo deixa-lo entrar e tudo acontecer, mas se ele é realmente importante, deve esperar, não deve ser logo tudo da primeira vez…Eu nunca fiz isso, afinal ele é um desconhecido…Sim, mas a vida vem sempre do desconhecido…” Ficou a pensar nisto em micro-segundos, sem saber o que responder…Resolveu ser franca:
- Lourenço, gostava muito de oferecer-lhe uma bebida…Mas acho que não devo, entende..?
- Ok. Amanhã depois da praia fica prometido ouviu?
- Combinado!
- Até amanhã – Disse ele, enquanto com rapidez e desenvoltura deu-lhe um beijo suave nos lábios, e ligou a mota, saindo a correr, meio malandro, meio envergonhado.
Khadija viu-o partir e pensou como era bom voltar a sentir-se leve, livre e bonita.
E de facto era verdade, pensou, enquanto entrava em casa. Afinal ele tinha-lhe mostrado naquele dia de praia, como ela era bonita, sensual e interessante. Exactamente o contrário do que Apolo tinha feito ao longo de tantos anos de namoro…O que nos podem fazer as pessoas erradas…E o que nos pode fazer o que pensamos ser amor e não é…Anos, anos a fio Khadija viveu num engano imenso, a ver as suas energias a desaparecerem, a ver todos os seus gestos de amor a não ser valorizados. É isso que acontece quando não amamos a pessoa certa. Vamos morrendo, desaparecendo, quem não nos ama vai fazendo-nos morrer por dentro, até que deixamos de ser quem somos e nos tornamos uma espécie de mortas-vivas.
Mas agora era bem viva, com o sol, o mar e a recordação daqueles olhos azuis, do sorriso vital e do corpo firme de Lourenço que khadija fechou a porta de casa e pensou em tomar um bom banho!!
Pini
Logo depois do azul-claro do mar, o bar da praia impunha-se logo à vista, com um design muito moderno, todo branco com cadeiras brancas e bem desenhadas, parecia tirado de uma revista de viagens. Khadija ficou espantada com o que viu, com o bom aspecto do lugar, enquanto descia a escadaria e mais se aproximava da praia. Olhando para tudo à volta preferiu pedir ao nadador-salvador um toldo, em vez de se sentar no chão.
- Com uma cadeira ou duas?
- Uma só!
O nadador sorriu. Khadija sentiu graça ao pensar no que ele pensaria. Sim, era para ela, estava sozinha, e não tinha nenhum problema com isso, antes pelo contrario. Sorriu mais uma vez ao pensar que, se Apolo ali estivesse, já estaria achar o sítio caro, mau por isto ou por aquilo, cheio de defeitos. "Que bom que ele não está aqui!!..."
Deitou-se depois de mover a cadeira para a direcção do sol. Olhou à volta: Casais estrangeiros, grupos de rapazes todos juntos, uma ou outra pessoa isolada. Ao fundo, um rapaz preparava uma prancha de surfe. Era alto, musculado, mas parecia não ter mais que vinte anos. Ela reparou nas pernas fortes, nos braços musculados, mas sobretudo nos olhos de um azul tão claro que parecia falso. Nunca tinha visto uns olhos daquela côr. Parecia um azul tão azul que o céu e o mar ao pé dele parecia mentira!!!...Ele movia-se com rapidez, e o cabelo muito loiro caía-lhe pelos ombros, enquanto se preparava para ir para o mar. Contra o sol ela teve a sensação que ele lhe sorria. Mas devia ser apenas a sensação, claro...De um salto, pegou na prancha e mergulhou dentro de água. Khadija seguiu os passos dele, sobretudo as pernas longas e musculadas em movimento a correr, os pés longos e perfeitos a abrir sulcos na areia. Era lindíssimo, parecia um Deus grego!!...Uauuuuu...
Khadija não pensou mais no rapaz durante uns momentos. Agarrada ao livro que tinha trazido, esqueceu um pouco tudo. Até que....teria passado quanto tempo?meia hora, duas, três horas, uns segundos?... uma voz lhe perguntou:
- Tem lume?
Ao erguer os olhos, reconhece-o!!...Os olhos são ainda mais claros do que ela tinha visto. Tem a pele morena, mas tudo nele é loiro e muito branco. Reparou nos dentes muito perfeitos, brancos e organizados, nos lábios grossos...
- Sim, aqui tem.
Estendeu-lhe o isqueiro, e os dedos longos e frios do mar tocaram os dela. Havia qualquer coisa de puro, mas de muito sensual nos gestos dele. Khadija viu um brilho especial a tocar nos olhos dela ou seria...apenas imaginação?...
Ficaram ali, um diante do outro, ele já de cigarro aceso, ela já de isqueiro guardado, sem saber o que dizer um ao outro. Não havia muitas hipóteses para aquele momento desconfortável de sileêncio: ou ele agradecia e se ia embora ou começava uma conversa.
- Obrigado..hummm..Costuma vir a esta praia? É a primeira vez que a vejo aqui...
Khadija gostou que ele tivesse sido directo, mas ele tinha falado demais...Quer dizer que ele tinha reparado muito bem nela, pensou, satisfeita consigo mesma.
- Sim...Mas repara assim tanto nas pessoas que vêm a esta praia?..
- Ah desculpe..Não, é que eu venho aqui quase todos os dias no Verão e acabo por conhecer as caras das pessoas...e já faço aqui surfe há tanto tempo que..
- Claro..E faz surfe há muito tempo?
- Sim há seis anos..Faço competição e tudo...
- A sério? E já ganhou algum título?
- Sim..Fui campeão nacional o ano passado.
- Que bom, excelente! Parabéns!
- Obrigado..Mas é a primeira vez que vem aqui não é?
- Sim...Estava a precisar destes dias sozinha...
- Ah faz bem... - Khadija achou que ele sorria de uma forma especial. - Não há melhor que a praia para descansar.
Nova pausa na conversa. Mas khadija tinha a certeza que ele era pessoa para ter mais perguntas a fazer...
- Então e o que faz?
- Ah, eu estou de férias uns dias.
- Sim? Bom, mas não era isso que eu perguntava...
- Ah profissionalmente? Sou corretora. Trabalho a vender acções na bolsa.
- Ah a sério?Eu estudo economia na universidade! Isso deve ser um trabalho apaixonante...!
"Ainda é mais novo do que eu imaginava", pensou Khadija enquanto o rapaz lhe estendia a mão.
- Lourenço, muito gosto.
- Khadija.
De novo o silêncio, mas agora a conversa ficaria por aqui. Khadija achou por bem dizer-lhe um "até já" que lhe deixava a ele, se ele quizesse, a hipótese de voltar a falar com ela, de novo. ele respondeu e afastou-se. Khadija não conseguia tirar os olhos das pernas e das mãos dele, de estátua.
Voltou à leitura do livro, ao vento e ao sol. De vez enquando, quando parava de ler, olhava em frente e via-o, a fazer surfe. Sentiu calor e vontade de entrar na água. Deliciosa, fria, provocou-lhe pequenos arrepios no corpo. Foi andando para dentro da água, sentindo-se envolvida por aquele frio agradável, intenso, puro...Fechou os olhos para saborear melhor o prazer..Ía já longe quando de repente, enquanto nadava, sente uma dor alucinante na perna. Olha para o lado, Lourenço está ali.
- Desculpe Khadija, vinha a surfar e não a vi. Está bem?Magoei-a?
- Ah..?! Um pouco..Nada de grave - De facto Khadija sentia uma dor na perna e estava a custar-lhe a nadar.
- Espere..Espere. Eu ajudo-a a voltar a terra.
Ele encostou-a à prancha e foi a nadar ao lado, puxando-a. Khadija podia sentir o contacto das mãos fortes dele, mas sobretudo o esforço e o eco ainda da voz dele a pedir desculpa. Chegaram a terra, ele foi ajudá-la a sentar-se na toalha trouxe depois um creme para lhe passar na perna, para aliviar as dores, estava aflito e mexia-se muito.
- Deixe estar Lourenço, não é preciso.
- Não, eu faço questão , deixe-me ajudá-la...
Lourenço com as mãos enormes e frias cheias de creme, passava-o lentamente na perna dela. Deixou de sentir dor para experimentar um enorme prazer. Havia qualquer coisa de puro, de inexperiente, de novo nos gestos de Lourenço que a estavam a pôr louca. Quando acabou, ele ficou a olhar para ela sem saber o que fazer. "Que cómico que é, com este ar de rapaz perdido".
- Lourenço, agora sou eu que lhe peço um cigarro. - Ele foi a correr buscá-lo, e Khadija não perdeu aquela oportunidade de voltar a olhar para as pernas dele. Sentados Lourenço não foi capaz de não voltar a pedir desculpa.
- Lourenço, não faz mal, não nos vimos na água, não tem problema...
- Ah mas era a minha obrigação, fico muito chateado, ainda para mais de isto ter acontecido consigo..
- Esqueça..Não é grave..Estou melhor, é do seu creme...e da simpatia...
- Estava a pensar numa forma de a compensar...
- Não se preocupe...
- Não sei se quer tomar um café a seguir ali no bar...Era uma forma de eu lhe poder pedir desculpa..
- Não é preciso, obrigada...
A mão dele toca nela, enquanto os olhos azulíssimos dele mergulham nos dela.
- Dê-me esse prazer! (cont.)
Pini
Khadija abriu as janelas e fez entrar a generosa e quente brisa de Verão. Deixou que o vento brincasse com o seu cabelo, longo, ondulado, volumoso e forte, tinha sido sempre a inveja das suas colegas de escola. Sentia-se bem! Era uma mulher nova!
Sentia-se livre, bem, como há muito tempo não acontecia. Ter deixado Apolo foi a melhor coisa que lhe podia ter acontecido na vida. A verdade é que ele nem era má pessoa; mas os seus modos de artista, o seu ar de incompreendido e vítima, os gastos enormes que fazia para comprar roupa e andar sempre na moda (tantas vezes, tantas vezes às custas dela e dos seus sacrifícios) e sobretudo o péssimo namorado que ele era, levaram-na a decidir-se a pô-lo na rua. E não o pôs apenas fora de sua casa mas da casa do seu coração. Não há mulher que saiba como isso doi: quando um plano que fizemos com um amor para toda a vida nos abandona e deixa, e depois fica apenas o vazio e a sensação que fica de termos perdido o que poderia ter sido a oportunidade da nossa vida. Uma coisa era certa, não podemos estar com alguém que nos diz que nos ama mas passa o dia a pôr os olhos e o pensamento em outras mulheres, que prefere a sua imagem ao espelho ao nosso corpo nu na cama; que diz amar-nos para a vida toda e prefere que jantemos em casa durante quinze dias seguidos porque usou o nosso dinheiro para comprar um casaco de marca. Isso não!! Khadija ia-se lembrando de tudo isto, e sentia-se cada vez mais livre.
Ali sentada à beira mar, vendo o azul e gozando o fim de tarde, sentia que o vento e o cheiro do mar a purificavam e a preparava para um novo amor. Aos 30 anos, khadija sabia que o que queria era o amor. Mas agora queria libertar a sua cabeça e fazer uma coisa que nunca tinha feito: deixar acontecer! Muitas vezes pensamos que temos de resolver tudo na vida , mas é a vida que resolve tudo por nós. Khadija queria aprender o que era o amor, afinal Apolo só lhe tinha ensinado a obcessão, o ciúme, a paixão...
Aqueles dias de férias em Troia tinha sido a melhor ideia possível. Que bom que Radja lhe tinha emprestado o apartamento, para que ela tivesse uns dias de descanso e finalmente se pudesse libertar de Apolo. A casa de Radja ficava a 50 metros do mar, um sonho todo rodeado de mar à volta, com um jardim e uma enorme varanda rodeada de mar... Levantou-se da cadeira. A sua tunica branca de praia tocou nas suas pernas, o cabelo solto dava-lhe uma sensação de liberdade. Alguma coisa lhe dizia que aquelas férias lhe dariam um pouco mais que descanso:
O início de uma nova fase da sua vida!!.... (cont.)
Pini
Preparem-se...vem aí um conto da...Pini
(Brevemente)
Saio do banho.
Escuto uma música pela casa..
Chegáste!!?
Sou capaz de ouvir um som encantador,
Como se fosse uma flauta
Vou ao teu encontro e vejo-te sentado à minha espera...Sim...
Agora esperas tu...
Escutas o som dos meus quadris
Na penumbra observas-me nesta inebriante dança
Esta noite pertences-me!!
Abro bem as minhas pernas
As minhas coxas quentes transpiram de tesão
Sei que me queres penetrar de mansinho mas..
Agora esperas tu...
Despes-te rapidamente, enquanto isso..
Minhas mãos sobem e descem, e tu..
Levantas-te, mas eu afasto-me
Meus dedos penetram na minha húmida gruta e tu gemes
Eu disse, agora esperas tu...lol
Sem pressas, contorço-me, agarrando meus seios
Provoco-te e uivo de prazer
Mas tu não aguentas, atacas-me e arrancas-me a calcinha
Grande maluco!!
Lambusas-te na delícia do meu clitóris..
Arrepias-me!
Quando em delírio violento
Teu pénis rasga-me as entranhas
Num ritmo desenfreado, sacío meu desejo
Que mesmo agora ainda o vejo
E sinto o ardor
O sugar,
O morder,
O mamar,
O beijar...
Pini
Nessas noites quentes
que o meu corpo te chama..me pergunto..
Isso é o meu amor que me guia
ou meu desejo que inflama? (ui ui)
Embarco nessa aventura de prazer
Tenho uma missão:
Te enlouquecer!
Exploro teu corpo suavemente..
Sente..
Tenho mãos de fada!
E faço nascer..o teu fogo latente
Ele não mente.
Ele sabe.
Ele sente!
O quanto o meu desejo me transforma...
Na tua pervertida.
Na tua amante..
Na tua menina!
Deixa -me usar a minha saliva!
Ungir-te!
Comer-te
Foder-te
Cobrir-te com o meu manto sagrado..
Meu corpo!
E nessa hora que me entrego...
Aos teus desejos carnais..nesse ritual de amor
Quero ser crucificada..amada..
e... fodida!!!
Olha, mas tu vens ou quê??
Bem, lá terá que ser, um banho de água fria....
Pini
![]()
Levanto-me e caminho até à janela.
Que noite quente!! Ou serei eu?!?
Observo as estrelas e reparo que a lua está enorme, bonita, cheia!!!
Acendo um cigarro e medito sobre o que tem sido a minha vida…
Será o amor uma palavra tão complexa?
Algo que poucos sabem explicar seu real sentido?
O amor dói em mim, o amor de todos os dias
Este amor me embriaga de prazer
Outrora me faz sofrer e mata, corrói
O amor é algo natural que surge do nada
algo construído dia após dia
Para alguns razão de viver, para mim fonte de felicidade
Este amor me mantém e me faz querer, sonhar mais e mais
Dar e dar
Será o amor a razão de estarmos aqui?
Aqui sim, hoje consciente que a vida sem este amor não faria sentido
E por tudo que já passámos, mais nada o distruirá
Porque quero, adoro, espero e amo-te!!!
E tu que não chegas….
És a minha vida..
és a minha própria alegria
Tu és como doce em minha boca,
saborear-te-ei com ansiedade em demasia,
em pedaços de perdição
para poder sentir-te em partes,
E quando chegar a ti inteiro
descobrir-te-ei eterno em minha alma
Perder-me-ei em longas noites delirantes..
Perco o juízo, o perfeito..
Dispenso a calma!
Preciso me sentir viva!
E nos teus braços sinto a vida chegar
Vem pelo teu corpo, vem sem avisar!
Nessa hora festejo a vida, brindamos a ela com o teu néctar...
E tu que não chegas…
Ooh néctar…Néctar dos Deuses
E tu que não chegas amor!
Vem, vem apagar este fogo que me queima as entranhas…
Pini
Encosto a cabeça e “fecho os olhos para não ver passar o tempo, sinto falta de vocêee, anjo bom AMOR PERFEITO no meu peito, sem você não sei viver, então vemm….” Distraio-me cantarolando a nossa música, para acalmar um pouco este veneno que corre nas minhas veias e me extasia o corpo num veludo acetinado…
E tu que não chegas…
Acalmo-me e tento distrair-me com pensamentos menos preversos e relaxo…
Relaxo…Deixo-me ir…e relaxo…
Mas…
Meus olhos são tapados por uma mão, quem será??hummm… Ele!?!?!
- chiiuuuuuu…
Sinto um corpo por trás de mim, sentado no sofá colado ao meu, que treme ardentemente, sua língua passeia o meu pescoço enquanto com a outra mão, de um jeito selvagem, me repuxa o cabelo para cima. Não estou acreditar, já latejo de prazer, estou possessa ….Aqueles círculos com a língua cada vez mais me deixa arrepiada, entre mordidelas e sussurros de palavras obscenas que tanto me excitam, aquela voz máscula que me enche de tesão….
Mas que tusa!!!
Quero ser todinha tua, por isso peço que me abraces, beija-me…Não me dás ouvidos, e a tua mão desce passando pelos meus seios, já sentes meus mamilos duros e apertas com força enquanto com a outra a enfias por dentro da minha minúscula calcinha e sentes que a minha libido está no seu melhor…
Gemo tão baixinho que quase consegues escutar,
é um gemido de intenso prazer,
pedindo para continuar
Teus dedos inquietos despertam meu sexo quente , minha vagina toda molhada, já não pode esperar um só momento…Masturbas-me tão bem, que loucura!!!
Atrás de minhas costas sinto o teu membro rijo, enorme…imploro a penetração, gozo só com o pensamento…é a divina explosão, não aguento …
Gemo, grito…é o orgasmo avassalador!!!
Abro os olhos e….
Ele ainda não chegou!!!
Ups…
Cochilei por momentos….
Pini
Sexta-feira, finalmente mais o término de uma semana de trabalho…
Chegada a casa, liberto-me das roupas para me pôr mais confortável, abro a gaveta mas…
meu olhar inclina para um dos lados e espreita o cestinho da lingerie…
Apetece-me, sim…
Só de imaginar, sinto em mim um fogo intenso.
Lembranças suaves dizem-me o que fazer.
Solto minhas fantasias guardadas em segredo.
Forço a lembrança do meu afecto, carícias que vão e voltam, beijos e toques que se trocam…
hummm…
Observo-me no espelho, gosto do que vejo e sento-me.
Cruzo as pernas e espero por alguém que entrará naquela porta. Enquanto isso imagino sensações que à pele afloram, lábios quentes que se colam, seios que se iram e anseiam por ser tocados, meu corpo que deseja ser penetrado por algo que tão bem conheço,
rijo, forte e avantajado..
uiii…
já dispenso preliminares, sinto-me húmida…
muito húmida …
e um desejo selvagem já se apodera de mim…
Meu jardim secreto já floresce descompassado, esperando um Sol que nunca mais nasce…
Vem rápido!!
Olho para as minhas pernas e vejo lá pousada a minha mão,
que tentação!...
O esforço quase desumano que faço para não tocar-me, para não me acariciar, para conseguir esperar...
Olho a porta, mas em vão...
Apenas o silêncio da minha respiração já acelarada...
(cont.)
Pini
O segredo não está em criar momentos mágicos mas sim em como não os distruir...
Pini
Em noites de amor que meu desejo tanto implora..
Teu corpo me invade com furor
Eu me perco entre as tuas pernas,
ali perco todo o meu juizo
E te submeto às minhas vontades
Suaves..carnais..animais..
Jogo fora meu pudor junto com minhas vestes
E tu olhas-me
E eu perco-me..
Quero mais,mais,sempre mais
Fazes-me todas as minhas vontades
Mas hoje eu quero ser dominada
Hoje..vai ser diferente..
Hoje,
Tu mandas,
Tu comandas,
Tu ordenas !
Vês os meus olhos, viras-me com brusquidão.
Como é enorme o teu tesão..
Acalmas-me e surssuras-me:
"É um jogo de seducao"..
Pini
Às vezes deixamo-nos prender por laços invisíveis
Há prisões em que lançamos nossa alma,
Mal-grado nossa intenção premente
Por um pouco de liberdade
Às vezes deixamo-nos prender por laços bem visíveis
Há ataduras poderosas a nos envolver
Em cujas amarras nos apegamos
Na esperança de sobreviver
Às vezes relutamos em abandonar laços
Pela insegurança, pelo desejo de pertencer
É difícil perceber que o segredo das amarras
Está no nosso medo de perder.
Quando estivermos prontos para elos singelos
A sós sem nós,
Abrimos as asas para o infinito
Tudo será mais bonito
Seguro
E os laços como nas fitas
Semi-soltos
Suaves
Serão prenúncio de liberdade
Capazes de gerar saudades
Sem gosto de prisão.
Pini
Não percebes, aproximo-me,
Sussurrando aos teus ouvidos...
Desejos inconfessos.
Como o silvo de uma serpente,
Que te enfeitiça e domina.
Enrosco-me em teu corpo,
E ofereço-te meu veneno...
Que te sirvo em meus lábios.
Minha língua atrevida
Percorre teu corpo.
Teu músculo rígido
Denuncia tua entrega.
E te sugo o néctar,
Que explode do teu corpo.
Tua língua numa constante.
Lambe-me.
Tua boca ansiosa
Me suga o mel.
Revelo-me a ti,
Ao toque de tuas mãos.
Meus seios intumescidos,
Desejosos de tua boca.
És um bruxo
Já não te seduzo...
Sou seduzida.
Pinipom
Quero ser a tua luz
que não sendo ninguém,
Sou alguém para ti.
![]()
![]()
![]()
Quero vaguear no Paraíso,
E por tudo e por isso,
não encontrar o fim.
![]()
![]()
![]()
Quero o sol radiante,
na estrela, um belo cintilar.
Quero sentir a dor
e o prazer de te amar!!!
![]()
![]()
![]()
Pinipom![]()
Ser pai é...![]()
Afagar os cabelos com ternura
Fazer um mimo
Dar um abraço,
Perguntar simplesmente, "tás bem"?
E tu és pai...![]()
"...Ser Pai hoje é ser sinal de transformação, de amor, de vida, de esperança às crianças que esperam um abraço, um sorriso, um beijo. É poder olhar o mundo e as pessoas além das aparências e ensinar que pessoas não são descartáveis, têm sentimentos, emoções e precisam uma das outras.
É desafiador ser Pai hoje, mas vale a pena. Só entenderemos a grandiosidade do ser Pai quando finalmente compreendermos a graça que Deus nos confiou para assim sermos..."
Pai não é só quem reproduz, pai é quem dá amor, carinho, nos repreende, se preocupa...nos abraça, brinca, nos entende...e nos ama!!
E tu és pai!!![]()
O melhor pai que a minha filha poderia ter...
Obrigada Drgzinho!
Da tua Pini...
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Muita gente diz que o tempo é inimigo do amor, que as relações se desgastam com o passar dos meses e anos. Mas, isso não é verdade, pois vêm os dias, as noites, mudam as luas e as estações e eu continuo a amar-te com a mesma paixão de quando te conheci.
Na verdade, sinto como se o tempo reforçasse os nossos sentimentos a cada dia, como se os laços que nos unem estivessem mais estreitos e firmes a cada minuto. E o melhor é que esses laços apertados não nos oprimem nem limitam os nossos movimentos, não nos retiram a liberdade individual mas, pelo contrário, dão-nos a sensação exacta da grandiosidade do amor, este sentimento que permite que te completes no outro sem deixares de ser tu mesmo!
Eu amo-te. Cada vez mais e mais a cada dia, porque sei que juntos somos capazes de vencer todas as barreiras, de vencer as horas com alegria e de voar sobre as asas do tempo, sugando os bons ares da experiência que ele proporciona, e tornando-nos cada vez mais confiantes na eternidade deste sentimento que nos une.
Mesmo tendo a certeza de que este amor é para sempre, ainda sim quero dizer-te que valorizo cada minuto que passamos juntos, como só tenho boas recordações de todos os momentos que já desfrutamos ao longo deste nosso feliz relacionamento.
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
De Drgzinho para Pini
Da minha janela espero por uma estrela![]()
Uma estrela
brilhante, uma luz intensa
Por ti
esperamos
No teu brilho reflectir-se-á nossos sorrisos
Nossa felicidade será a cumplicidade de nosso amor
Entrarás no silencio da noite
Ninguém ouvirá os teus passos, nem mesmo nós
Transformar-te-ás em algo muito importante
E serás o fruto mais lindo de nosso amor
Vem estrelinha, vem...![]()
Nosso coração arde de emoção e aguarda-te
Com todo o amor e carinho
Para ti meu Drgzinho esta
será a minha MAIOR prova de amor por ti
Amo-te muito
![]()
![]()
![]()
Da tua Pini![]()
![]()
![]()
![]()
Por vezes caminhamos sem saber para onde, sem saber porquê, até que lá no horizonte nasce uma luz cintilante, algo que se dirige ao nosso olhar e descobrimos que era desse brilho que tanto esperavamos... Então, caminhamos mais sorridentes, deixamos pegadas na areia onde está cravada a nossa força, o nosso desejo e certeza de querermos ser felizes....
Errar é aprender,
Errar é chorar,
Errar é sofrer
E sofrer é crescer...
Crescer é lutar contra o medo...
Medo de errar
Medo de falhar
Medo de recuar
Medo de amar...
E é para ver-te mais feliz ainda que eu luto contra todos os meus medos, que eu batalho, que eu sofro por vezes e me agustio...Sinto que chegou a hora de termos o fruto do nosso amor, que estou preparada para o receber, mas confesso-te , com muito medo, mas sinto também que esse medo não será mais forte que eu, e por tudo que já passamos, conto com o teu carinho, o teu mimo, o teu amor....Quando me perguntas o que eu tenho porque estou pensativa mor, não é a mim que vês, é o medo que me tenta possuir, mas é no teu ombro que esse "maldito" desaparece...e as certezas voltam, o sorriso regressa...
Quando me mimas tudo parece tão doce..
Adorei o teu post, o meu dia ficou mais azul
Amo-te Drgzinho
Pini ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Meu amor,
o tempo que estivemos afastados foi sombrio e triste, mas ensinou-me algo fundamental: ensinou-me o quanto és importante para mim, o quanto me fazes falta e o quanto de felicidade a tua companhia acrescenta à minha vida.
Sem ti por perto nada faz sentido. Os dias são vazios, as horas demoram a passar e nada me desperta interesse ou alegria. Por isso, o facto de nos termos reconciliado deixou-me muito feliz e, a partir de então, percebi a importância de devotar a ti todo o meu afecto, o meu respeito e o meu carinho, pois sem ti jamais saberei o que é a verdadeira alegria.
És uma figura muito especial, e nunca mais quero experimentar a sensação da tua ausência, pois sem ti tudo fica muito cinzento e frio. Descobri que me devo dedicar ao teu conforto e à tua felicidade, porque ver-te feliz e satisfeita também alegra o meu coração.
Não me permitirei correr o risco de novamente ficar longe de ti, e este post pretende fazer-te entender que me vou esforçar para não cometer outra vez os erros que nos levaram àquele afastamento cruel.
Eu amo-te e estou muito contente por te ter de volta. Espero que isto se prolongue para sempre!!!
Amo-te, adoro-te, desejo-te e espero-te sempre minha pini...
"As pessoas são solitárias porque constroem muros em vez de pontes"
Não queiras seguir o mesmo caminho, aceita o meu convite e vem comigo para a Lua, vem viver a essência do nosso amor que é lindo como o teu coração que eu adoro, não chores amor, sorri e dá-me a tua mão...
![]()
![]()
![]()
Aqui neste nosso cantinho, estarei sempre para limpar a tua lágrima, caminharei a teu lado nos momentos mais dificeis, serei a tua musa inspiradora nas horas vagas, dar-te -ei colo quando não conseguires mais andar, cederei o meu ombro para chorares...
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Vem comigo...
E serei o sol que te aquecerá o teu coração
Serei a estrela que iluminará o teu caminho
Serei a luz do teu olhar
E se sentires uma brisa no teu rosto,
Serei eu a afagar-te com a minha mão
Vem comigo...
Vamos caminhar pela praia
Não fazer mais castelos na areia
Vem apenas conversar com o mar
E dizer-lhe que estamos juntos
E mais ninguém nos irá separar
Fica comigo...
Apenas para sentir o teu cheiro, o teu carinho
Quero estar sempre a teu lado, como é bom
Ouvir a tua voz, as tuas palavras de mimo
E saber que sou a tua única pinipom
Fica comigo...
Não me abandones outra vez
Sem ti, nada tem sentido
O meu coração sofre e fica perdido
E tudo é mais bonito a três
Amamos-te muito Bé!!!
Pinipom!!
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
E amar-te…
Pinipom
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Foi para ti meu amor k este blog nasceu.
Criei este local para nós os dois. Para podermos transmitir a todos o nosso estado de encanto. k este nosso amor nunca termine, k seja eterno como o tempo, k seja doce como o mel, k seja luminoso como o sol...
Demorou mor, mas cá está o nosso local, a nossa casa, finalmente o nosso blog.
Espero k gostes dele pois foi feito com muito amor e carinho para uma pini linda
AMO-TE minha PINIPOM......
. Viagem
|
|